INDIOS KARAJAS, COMO VIVEM NA ALDEIA BURIDINA EM ARUANÃ?
Aproximadamente 260 índios Karajas entre crianças e adultos vivem em duas das três áreas que possuem em Aruanã com suas famílias. Sobrevivem da pesca e da caça e de artesanatos que são vendidos em época de temporada. Fomos procurados pelo cacique Raul Mauri e de um grupo de Índios e liderança da Aldeia Buridina para mostrarmos a realidade que estão vivendo ultimamente em Aruanã. Sugerimos que antes de divulgar a matéria, que procurassem o órgão competente para resolver seus problemas, informaram que tentaram por várias vezes pessoalmente e por documentos, mas não deram atenção a eles. Segundo os lideres, foram esquecidos pela FUNAI. São obrigados a fazer a pesca predatória em frente à Aldeia, vender o pescado para sustentar suas famílias, porque não tem verba direcionada a eles vinda do órgão superior.O grupo relata que o Índio é discriminado pela população. São tratados como preguiçosos porque comenta que eles têm salário mensal para cada membro da Aldeia dado pela FUNAI, o que não é verdade. Alega também que tem a posse da fazenda Ilha Redondo, onde possuem poucas vacas e que não é liberado pela FUNAI para aluguel de pasto. Seria mais um dinheiro que serviria no sustento. Há quatro anos iniciaram um projeto para construção de dezessete casas na aldeia e não foram terminadas, se encontra os alicerces coberto de mato e o material acabando a céu aberto, como mostra nas fotos tiradas recentemente. Alguns Índios morando em rancho caindo os pedaços, pondo em risco a vida dos moradores. As únicas casas novas existentes na Aldeia foram construídas pela prefeitura que sensibilizou com o drama dos Índios, depois que o Cacique foi pessoalmente ao prefeito Hermano solicitar uma ajuda e gentilmente foi atendido. Outro projeto que esta esquecido é o projeto ?Palafita? fica no Logo Manoel Santana a seis quilômetros de Aruanã. O projeto seria a construção de um pesque e pague e várias trilhas na mata bruta para o turista conhecer melhor o potencial dado pela natureza,e com tudo montado como prevê,seria uma fonte a mais de arrecadar dinheiro para os indígenas. Segundo os Karajas foi gasto muito dinheiro pra iniciar as obras, e o pouco que foi feito esta sendo destruído pelo tempo e coberto pelo mato, apagando as marcas de um sonho que talvez nunca se concretize. A construção do porto Savaru esta interditado pela justiça federal, se fosse liberado seria mais renda pra comunidade. Poderia cobrar estacionamento do turista, montar uma lanchonete na beiro do Rio, que alem de gerar emprego serviria ao público em geral. Segundo o Cacique e o grupo o que eles estão querendo é a liberdade para trabalhar. Que a FUNAI deixe a burocracia de lado e libere as suas próprias ações, porque terra e disposição para o trabalho eles tem, só falta tirar da cabeça a idéia que o índio é improdutivo, o que não é verdade.
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